Recém-reeleito
presidente nacional do PT, o deputado estadual por São Paulo, Rui
Falcão, se esquivou de alguns assuntos durante a entrevista ao Bahia
Notícias, mas deixou nas entrelinhas recados para adversários nas
eleições de 2014, até aliados sem “compatibilidade” com o programa de
governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Após considerar “natural” a
ambição do PMDB por mais cargos – “regra do jogo” – o petista avaliou
que o presidente do PMDB na Bahia e pré-candidato ao governo do Estado,
Geddel Vieira Lima, não está apenas “contra Dilma”, mas também “contra” o
vice-presidente da República e presidente de honra do PMDB, Michel
Temer. “O voto para Dilma é o voto em Michel. O voto contra Dilma é o
voto contra o Michel”, argumentou. Sem querer “interferir na dinâmica
dos aliados”, Rui Falcão garantiu que a postura de Geddel e do deputado
federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) – de legendas aliadas, mas críticos
de Dilma – seria tratada com rigor no Partido dos Trabalhadores. “Se
fosse no PT, nós íamos tomar as medidas politicamente contidas no
estatuto para evitar que isso ocorresse”, prometeu. Em relação a outro
adversário, o presidente nacional do PSB, pré-candidato à Presidência e
governador de Pernambuco, Eduardo Campos, Falcão desconversa sobre a
política de “isolar” o socialista, mas lembra que o PT tem outro nome
para puxar os votos da região. “Temos um nordestino com muito peso
também que é o presidente Lula, que também vai ajudar o Rui Costa e
outros candidatos. [...] Lula estará livre, leve, solto e com muita
saúde, fazendo campanha no país inteiro”, avisou. Sobre as pretensões –
como candidato – Lula tem se comparado ao ex-piloto de Fórmula 1 Michael
Schumacher, com certo receio de um volta fracassada, o que Rui Falcão
acha improvável. “Estou muito certo que ele seria muito bem recebido
pela população brasileira”, acredita. Em época de mensalão, o petista
ainda assegurou que a sigla “não tolera corrupção”. E é da ação penal
470 que vem o maior erro do PT em 12 anos de poder, na avaliação do
presidente. Foi o fato de a legenda ter aceitado o “financiamento
privado de campanha não declarado”, que gerou o processo no Supremo
Tribunal Federal, que o petista acredita ser um equívoco, já que o caso
teria de ser tratado como “crime eleitoral”. Clique aqui e confira a entrevista na íntegra.
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