As histórias de 265 crianças haitianas que seus pais, Capacetes Azuis (dentre eles brasileiros), deixaram para trás após manterem relações com suas mães, muitas vezes em troca de comida
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Marie* tinha 14 anos e frequentava uma escola cristã quando conheceu Miguel, um soldado brasileiro enviado ao Haiti como parte das forças de paz da ONU, um contingente conhecido como Capacetes Azuis. Logo eles iniciaram um relacionamento. Quando lhe contou que estava grávida, Miguel lhe prometeu que a ajudaria com a criança, mas voltou ao Brasil. Marie tentou se comunicar com ele através do Facebook, mas o militar nunca respondeu.