terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Sesab coloca equipes em alerta após a morte de uma mulher em Wenceslau Guimarães

Anopheles é o nome do mosquito que transmite a malária; a doença não possui vacina
A morte de uma mulher de 31 anos, identificada como Luciene Souza Santos, por causa de complicações com uma infecção por malária, fez com que equipes da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) fossem enviadas ao município de Wenceslau Guimarães, foco do surto, para tentar evitar a proliferação da doença. Na zona rural do município foram confirmados pela Sesab todos os 21 casos da enfermidade notificados neste mês de janeiro.  A morte de Luciene, ocorrida na tarde desta segunda-feira, 22, no Hospital Costa do Cacau, em Ilhéus  pode ser a segunda supostamente provocada pela malária este ano, conforme a secretaria. Um outro óbito, de um homem de 33 anos, já havia sido identificada pelo órgão no dia 16 de janeiro, mas ainda está sob investigação se a doença foi mesmo a causa.
Ao todo, de acordo com a Sesab, 261 pessoas da zona rural de Wenceslau Guimarães foram testadas em exames, para identificar possíveis novos infectados. Além disso, técnicos de vigilância à saúde estão no local, fazendo busca ativa de casos, trabalho de educação com a população e também a borrifação de remédio contra os mosquitos nas casas da localidade. No ano passado, informou a Sesab foram notificados 16 casos de malária, sendo dois deles “importados” da região da Amazônia, cinco de países do continente africano, um das Filipinas e um indeterminado. Já em 2016, foram 44 notificações, de acordo com o órgão estadual. Transmitida exclusivamente pelo mosquito Anopheles e causada pelo parasita Plasmodium, a malária não possui vacina.

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