quinta-feira, 26 de setembro de 2019

9 tipos de homens que tem chances assustadoras de ter câncer no pênis

O câncer de pênis é uma doença agressiva com ampla variação na distribuição geográfica entre países de condições socioeconômica distintas. Embora rara nos países europeus e américa do norte, é uma condição frequente em muitos países africanos, sul americanos e asiáticos.
No Brasil, estima-se que a incidência do câncer de pênis varie de 2.9 a 6.8 pessoas a cada 100 mil habitantes, sendo as regiões norte e nordeste responsáveis pelo maior número de casos.

Estatísticas recentes indicam que o câncer de pênis foi responsável por 2.1% dos cânceres em homens (5,7% na Região Nordeste, 5,3% na Norte, 3,8% na Centrooeste, 1,4% na Sudeste e 1,2% na Região Sul). Esses dados estão diretamente relacionados aos baixos níveis socioeconômicos das áreas com maior incidência.


De acordo com dados do Ministérios da Saúde Brasileiro, estima-se anualmente 850 cirurgias para o tratamento do câncer de pênis e aproximadamente 50% destes procedimentos são executados nas regiões norte e nordeste do país.
É provável que a maioria destes homens retardam a procura por atendimento médico devido ao medo ou dificuldade de acesso à serviços especializados.

Tipos

Cada tecido no pênis contém vários tipos de células. Desta forma, diferentes tipos de câncer de pênis podem surgir a partir dessas células. As diferenças entre eles são importantes porque determinam a gravidade do câncer e o tratamento necessário. Veja abaixo os tipos de câncer de pênis:

Carcinoma de células escamosas

Resultado de imagem para Carcinoma de células escamosas

O carcinoma de células escamosas (CEC) é o tipo de câncer de pênis mais frequente. Em fases iniciais, o tratamento é a cirurgia para a remoção da lesão. Em contrapartida, nas fases mais avançadas da doença (gânglios na virilha contaminados pela doença ou mesmo metástases em outros órgãos), a chance de cura é reduzida e o tratamento passa a ser com quimioterapia e controle de sintomas.
A principal via de disseminação é através dos vasos linfáticos, mas a doença também pode ganhar a circulação sanguínea.
Além disso, o carcinoma de células escamosas pode ser dividido em outros tipos, são eles:
  • Carcinoma verrucoso: um carcinoma verrucoso que cresce no pênis também é conhecido como tumor de Buschke-Lowenstein. Esta é uma forma incomum de câncer de células escamosas que pode começar na pele em muitas áreas. Este câncer se parece muito com uma verruga genital. Os carcinomas verrucosos tendem a crescer lentamente, mas às vezes podem ficar muito grandes. Eles podem crescer profundamente em tecidos próximos, mas raramente se espalham para outras partes do corpo
  • Carcinoma in situ: este é o estágio inicial do câncer de células escamosas do pênis. Nele, as células cancerosas são encontradas apenas nas camadas superiores da pele.

Melanoma

O melanoma é um tumor maligno originário dos melanócitos (células que produzem pigmento) e pode ocorrer na pele e em regiões como olhos, orelhas, trato gastrointestinal, membranas mucosas e genitais. Um dos tumores mais perigosos, o melanoma tem a capacidade de invadir qualquer órgão, criando metástases, inclusive no cérebro e coração. Portanto, é um câncer com grande letalidade.

Carcinoma basocelular

O carcinoma basocelular (também conhecido como câncer de células basais) é outro tipo de câncer de pele que pode se desenvolver no pênis. Faz apenas uma pequena porção de cânceres do pênis. Este tipo de câncer é de crescimento lento e raramente se espalha para outras partes do corpo.

Adenocarcinoma

Este tipo muito raro de câncer de pênis pode se desenvolver a partir de glândulas sudoríparas na pele do pênis.

Sarcoma

Um pequeno número de cânceres de pênis são sarcomas. Eles se desenvolvem a partir de vasos sanguíneos, músculo liso ou outras células do tecido conjuntivo do pênis.

Fatores de risco

A causa exata da maioria dos cânceres penianos não é conhecida. Contudo, existe uma série de condições que podem estar associadas a esse tipo de câncer. Há uma forte associação entre a presença do prepúcio e o surgimento do câncer de pênis. Outros fatores etiológicos conhecidos são: higiene genital precária, presença de fimose, infecção viral por HPV, exposição à radiação UV, tabagismo, balanite obliterante e líquen crônico.
Condição socioeconômica também é uma variável associada à incidência aumentada de câncer de pênis. O risco é 43% maior entre homens residentes em países com mais de 20% da população abaixo da linha da pobreza, comparados àqueles países com menos de 10% dos homens abaixo desta linha.
Além disso, há relatos de associação familiar com o câncer de pênis. Alguns estudos científicos demonstraram risco de 2 a 17 vezes maior de apresentar a doença em filhos de portadores de câncer de pênis, entretanto nenhuma alteração genética foi identificada como responsável até o momento.
Veja os fatores de riscos com mais detalhes:

Raça

Há uma quantidade de dados limitada sobre incidência do câncer de pênis entre grupos raciais. Alguns estudos científicos demonstraram que a probabilidade de pacientes negros desenvolverem uma forma mais agressiva de câncer de pênis é maior do que em homens brancos. Entretanto, os estudos não abordam fatores socioeconômicos que poderiam influenciar tais indicadores, como acesso à assistência médica precoce.
Dados da literatura brasileira demonstraram que dos pacientes com câncer de pênis, 75% eram brancos, 23% negros e 2% orientais. Noventa por cento dos casos são oriundos do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso sugere que o câncer de pênis tende a afetar os mais pobres, não circuncidados e com hábitos precários de higiene. A raça não parece ser um fator de risco determinante para a sua ocorrência.

Fimose

O fator de risco mais importante para o surgimento do câncer de pênis é a presença de fimose. Dentre aqueles com fimose ou excesso de pele prepucial, o baixo nível socioeconômico e a higiene pessoal precária são os fatores de risco mais importantes.
Dos pacientes com câncer de pênis, 25% tem antecedente de fimose e 60% tem fimose no momento do diagnóstico da doença.
Estudos na literatura médica sugerem que a circuncisão no período neonatal está associada à diminuição no risco do câncer de pênis, assim como demonstram que a fimose é mais comum nos homens com a doença (35%) em comparação aos homens que nunca manifestaram o câncer de pênis.

Ausência de circuncisão

A circuncisão é fator de proteção quando feita na primeira infância. Estudos na literatura médica indicam que homens circuncidados logo após o nascimento tem uma pequena probabilidade de manifestarem a doença na fase adulta.
Além disso há outras evidências científicas que indicam uma menor probabilidade de contrair HPV nos homens circuncidados na infância. A causa desse fenômeno protetor ainda é desconhecida e é objeto de múltiplos estudos científicos. Acredita-se que a remoção do prepúcio leva ao desenvolvimento de uma camada protetora mais espessa na glande e corpo do pênis, o que dificultaria a contaminação pelo vírus.
A infecção pelo vírus HPV peniano é baixa em homens circuncidados. Naqueles não circuncidados, o risco de câncer de pênis é 3 vezes maior do que nos circuncidados ao nascimento.
Em crianças circuncidadas logo após o nascimento a incidência relatada de câncer de pênis é nula. Se a circuncisão é feita entre os 3 e 12 anos, a incidência é 0,15%.
Do contrário, a incidência de câncer de pênis pode atingir 3,1% em homens não circuncidados. Isso sugere que a circuncisão previne a ocorrência de câncer de pênis apenas se realizada no período de alguns meses após o nascimento. Pacientes circuncidados na fase adulta (mais de 87%) tendem a desenvolver tumores de baixa agressividade.
Dados da literatura médica demonstraram uma incidência diminuída de câncer de pênis na Escandinávia, país que tem uma baixa incidência de circuncisões. Na Dinamarca, a taxa de circuncisão é de apenas 1.6% da população. Mesmo assim, incidência de câncer de pênis neste País diminuiu de 1.15 por 100.000 homens para 0.82 por 1000.00 homens. Esse fato foi atribuído à melhora da higiene pessoal.

Doenças sexualmente transmissíveis

Um fator de risco comum associado ao câncer de pênis inclui a história clínica de doenças sexualmente transmissíveis (DST), como gonorreia, clamídia e sífilis. Contudo, não há evidência de causalidade entre essas infecções e o câncer de pênis.

HPV

Resultado de imagem para HPV

A associação entre o Papiloma Vírus Humano (HPV) e o câncer de pênis varia na literatura mundial (10 a 80%). Essa disparidade pode ser explicada pela variedade de métodos utilizados na detecção do vírus ou o tipo de técnica utilizada. Contudo, o exato papel do HPV na origem da doença ainda não foi elucidada por completo até o momento.

Nenhum comentário:

Postar um comentário