Embora seja considerado um tipo raro de câncer, especialistas alertam que o tumor está fortemente ligado a fatores evitáveis, como a falta de higiene íntima adequada e a infecção pelo papilomavírus humano (HPV). Por isso, a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para reduzir casos graves.
Doença pode ser evitada na maioria dos casos
Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, grande parte dos diagnósticos poderia ser evitada com hábitos simples de cuidado diário, vacinação e acompanhamento médico regular. Quando identificado ainda no início, o câncer de pênis costuma ter tratamento menos agressivo, com maior chance de preservação do órgão.
A higiene correta da região íntima é apontada como uma das principais formas de prevenção. Homens que possuem prepúcio devem retraí-lo durante a limpeza para evitar o acúmulo de secreções e resíduos, que podem provocar inflamações e favorecer o surgimento do tumor.
Principais medidas de prevenção
Entre as orientações médicas mais importantes estão:
Higienizar o pênis diariamente com água e sabão, retraindo o prepúcio, inclusive após relações sexuais;
Vacinar-se contra o HPV, disponível gratuitamente pelo SUS para públicos específicos;
Avaliar a necessidade de postectomia em casos em que o excesso de pele dificulta a limpeza;
Utilizar preservativo para reduzir o risco de infecções sexualmente transmissíveis.
Atenção aos sinais de alerta
Apesar de ser mais comum em homens entre 50 e 70 anos, o câncer de pênis pode atingir pessoas de qualquer idade. A observação de alterações persistentes é essencial para o diagnóstico precoce.
Os principais sinais incluem:
Feridas que não cicatrizam;
Verrugas ou nódulos persistentes;
Secreção com odor forte;
Áreas avermelhadas ou endurecidas;
Sangramentos na glande;
Coceira contínua.
Ao perceber qualquer um desses sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.
Diagnóstico precoce salva vidas e preserva o órgão
Urologistas reforçam que, quando o câncer é detectado nas fases iniciais, o tratamento geralmente envolve apenas a retirada da lesão. Em casos avançados, a amputação parcial ou total pode ser necessária.
A realização do autoexame, com inspeção visual da região íntima e retração do prepúcio, é incentivada como parte da rotina de cuidados com a saúde masculina.
Informação, prevenção e atenção aos sinais do corpo continuam sendo as principais armas para reduzir mortes e evitar procedimentos cirúrgicos mutiladores.
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