Depois de passar o fim de semana em
reuniões para tentar cobrir o déficit de R$ 30,5 bilhões no Orçamento, a
presidente Dilma Rousseff acertou no domingo (13/9) com sua equipe
econômica um corte de R$ 20 bilhões nas contas do governo, preservando
programas sociais. No encontro com ministros da Junta Orçamentária e
secretários da área econômica no Palácio da Alvorada, Joaquim Levy
(Fazenda) apresentou a sugestão de não conceder aumento algum aos
servidores públicos federais em 2016. Somente com essa medida, o governo
deixaria de gastar R$ 15 bilhões, que é o valor previsto no Orçamento
de 2016 para pagar os aumentos salariais. Esse número pode ser superior
se o governo também decidir congelar, total ou parcialmente, as novas
contratações no próximo ano, que têm valor previsto de R$ 12 bilhões. A
expectativa de ministros envolvidos nessas discussões é que as
iniciativas para cortes das despesas da máquina governamental sirvam
como “um marco para a austeridade orçamentária”. Após sofrer duras
críticas do Congresso sobre a condução das respostas ao deficit
orçamentário, Dilma decidiu que as propostas de cortes e de aumento de
impostos serão apresentadas antes aos presidentes do Senado, Renan
Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e também ao
vice-presidente Michel Temer, que está em viagem oficial à Rússia e só
volta a Brasília no fim desta semana.
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